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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pelas estradas de Provence, parte 3: do alto da colina, Bonnieux

No meio de tanta poesia provençal dos posts anteriores, não sei o quanto fui clara no seguinte recado: Provence é pra ser explorada de carro e somente de carro


Ressalva: Excluem-se do grupo acima indivíduos com pernas pra encarar o sobe e desce das colinas provençais de bike. E a esse seleto grupo de atletas, fica a boa notícia:  bem vindos ao paraíso dos ciclistas apreciadores do melhor da vida! Das "grandes" rodovias ao labirinto de estradinhas de terra de Luberon, a região conta com sinalização da rota ciclismo no caminho. Aos ciclistas que desejam roteiros solitários porém com um mínimo de assistência, empresas especializadas em levar sua mala de uma cidade a outra enquanto você percorre o circuito pedalando. Vide ciclomundo.

paraíso dos ciclistas: sinalização da rota provençal
Agora de volta ao grupo dos meros mortais: se você, como eu, pertence ao grupo dos "sem pernas de atletas" (acreditem, não é uma volta no parque) e porta consigo uma carteira  nacional de habilitação, reforço a dica: Rent a car.

Isso posto, back to the road. Da rodovia D973 rumo a Gordes avista-se, nas encontas da colina, o vilarejo que parece pintado à mão: Bonnieux.

no alto da montanha: Bonnieux
 A cidade parece adormecida. Sem carros na rua, sem feira, sem locais voltando da feira com uma baguette na mão. A cidade segue vazia e calada.



O silêncio é interrompido pelas badaladas do sino da igreja no topo da colina. Meio dia em terras provençais.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Paris d'amour

Meus dias parisienses seguiram em ritmo vagaroso, na melhor cidade do mundo pra se praticar slow travel. Não cedi à tentação de filas, não subi na torre, não entrei no Louvre, não entrei em uma igreja sequer. Aos invés disso, me perdi nos encantos das ruas parisienses. Tamanha calma partiu da certeza de que voltaria ali 1, 2, 3, 10 vezes ao longo da vida. Pressa pra que?

Paris, je t'aime moi non plus! ... 

Pelas horas sem pressa nos cafés do Marais ...

... pelo colorido elegante das ruas parisienses ...


... pelo charme discreto dos brechós ... 

... pelas várias faces de uma Paris d'amour ... 
 

... pelo amor em forma de fotografias ...

... pela arte em forma de cinema no Quartier Latin ...

... pelos segredos escondidos na boêmia Montmatre...
 

... pelas tardes observando a Torre, os turistas, os franceses, regadas a vinho, música, cochilo ....

... pelo cair da tarde de tirar o fôlego no Arc de Triomphe.

Os encantos simétricos do jardin du Chateau de Versailles ...

... na companhia perfeita ...

... a feliz escolha de um piquinique no jardim ao invés de um castelo cheio de ouro ...

...e o luxo fica por conta do macarrons Ladurée, um colírio aos olhos mais do que um desbunde de sabores.

E para uma última noite inesquecível, um passeio de bicicleta pela madrugada parisiense ...

 ... parada estratégica para um último champagne ...

... e no breu da noite, a Cidade Luz se faz presente ...

... bela, majestosa, imponente ...

... Et c'est fini, Paris!